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Como cuidar de um piercing microdermal

Por Redação umCOMO. Atualizado: 31 março 2021
Como cuidar de um piercing microdermal

Se você gosta do mundo das modificações corporais ou se deseja dar um passo além do piercing convencional, com certeza já conhece os piercings microdermais. Trata-se de um implante que se coloca por baixo da pele e em cuja ponta existe uma pequena joia. Como sua colocação requer uma incisão, o nível de dor e cuidados são maiores que os de um piercing convencional, no entanto, tendo alguns cuidados básicos, o processo de recuperação dessa modificação corporal é rápido e sem problemas.

Para que você não tenha problemas com a cicatrização, neste post do umCOMO te explicamos como cuidar de um piercing microdermal, assim, você poderá exibi-lo sem contratempos.

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Sobre o piercing microdermal

O piercing microdermal no rosto é um piercing muito bonito, sendo possível até mesmo a realização de um microdermal no rosto masculino, entretanto, é bom que você saiba algumas coisas acerca desse tipo de modificação corporal antes de realizá-la pela primeira vez. O implante é colocado a 1,5 milímetros da pele após a realização de uma incisão, que pode ser feita com agulhas, bisturi ou punch. Posteriormente à colocação da base do piercing microdermal, coloca-se a joia, enroscando-a cuidadosamente para que fique presa na base e, ao mesmo tempo, na parte superficial da pele. Por ser um pouco invasivo, é necessário que você tenha cuidados especiais ao colocar esse tipo de piercing, caso contrário, poderá acabar com um microdermal inflamado, o que pode até mesmo fazer com que a joia tenha que se removida.

Geralmente, os piercings microdermais são feitos de titânio, afinal, segundo dissertação publicada pelo Instituto Militar de Engenharia[1], este material permite que o processo de cicatrização seja facilitado. Outro fator que torna o titânio vantajoso é seu pelo, afinal, o material é bem mais leve que o aço. Isso significa que, antes mesmo de colocar essa joia em sua pele, você deverá pesquisar bastante o body piercer responsável pela perfuração, descobrindo, também, o material das joias que esse profissional utiliza.

Neste outro artigo damos alguns conselhos genéricos sobre como cuidar dos piercings para não infectarem.

Como cuidar de um piercing microdermal - Sobre o piercing microdermal

Cuidados após a aplicação do piercing microdermal

Ao terminar o processo, o/a body piercer irá te passar algumas informações acerca do cuidado com o piercing, sendo assim, preste bastante atenção e siga as instruções à risca. Isso será essencial para, por exemplo, evitar um microdermal no rosto inflamado que deixará marcas em sua pele. Além de passar informações, o perfurador colocará um curativo que deve ser deixado pelo menos 24 horas para que possa se formar um tecido na base do implante, assim, a joia poderá ser mantida em seu lugar. O curativo é a primeira fase para cuidar de um piercing microdermal, pois o tecido formado é o que segura a joia de forma permanente.

Após retirar o curativo, vem a primeira limpeza da área do implante. Nunca toque a joia nem a área ao redor sem ter lavado as mãos com água quente e sabonete antibacteriano. Com as mãos limpas, misture água morna e sabonete até criar espuma e aplique no piercing microdermal, deixando atuar por alguns minutos e retirando com água morna.

Com uma gaze esterilizada, aplique soro fisiológico ou uma mistura de água com sal, pressionado a joia (mas não muito) por uns 10 minutos. Com isso você garante a eliminação dos possíveis restos de sangue que tenham ficado.

Após cada limpeza, certifique-se de eliminar os restos de sabão, soro ou mistura de sal com água morna. Depois, seque a área do implante com papel toalha de forma muito cuidadosa para evitar machucar e que o piercing microdermal saia do lugar. Quando a área estiver completamente seca, faça um novo curativo à prova d'água.

Uma das dúvidas mais frequentes sobre como cuidar de um piercing microdermal tem a ver com a frequência das limpezas. Recomenda-se que seja duas vezes por dia (de manhã, após o banho e à noite, antes de dormir), exceto se o seu perfurador tiver dado outras indicações. O tempo de cura varia segundo a pessoa, mas pode demorar até três meses.

Outros cuidados com o piercing microdermal no rosto

Além dos cuidados relacionados ao microdermal no rosto, você também deve se atentar a outros que são importantes caso faça qualquer outra modificação corporal, como é o caso de piercings comuns e tatuagens. Em primeiro lugar, lembre-se que a colocação de um implante deste tipo pode ser um processo seguro se for realizado por um/a profissional que cumpra com as normas sanitárias necessárias, se o implante e a joia forem de boa qualidade e se cumprir rigorosamente com os conselhos para cuidar de um piercing microdermal.

Veja abaixo recomendações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicadas no Jornal do Senado[2] acerca dos cuidados que envolvem piercings:

  • Materiais: os piercings devem ser feitos de ouro (com mais de 14 quilates), titânio ou teflon.
  • Higienização: os piercings devem ser lavados com sabonete antisséptico nos primeiros meses. Na fase de cicatrização, limpe somente duas vezes por dia. No caso de piercing na boca, a higienização deve ser realizada com antisséptico bucal após as refeições.
  • Contato com o sol: evite piscina, mar, sauna e excesso de sol por 30 dias.
  • Evite contato direto: atritos causados por roupas ou movimentos podem causar queloides e rejeição, sendo assim, evite irritar a região perfurada.
  • Troca de joia: o piercing só pode ser trocado ou retirado quando o local perfurado já estiver completamente cicatrizado. Caso você não tenha gostado da joia original e deseja trocá-la, tenha paciência para aguardar o período de cicatrização.

Ainda sobre contato externo, evite encostar seu piercing em aparelhos de telefone ou qualquer objeto que possa contar bactérias, o que envolve também não permitir que outras pessoas toquem em seu piercing sem realizar devida higienização das mãos. Esses cuidados básicos certamente te livrarão de um microdermal no rosto inflamado.

Importante: dê atenção especial à escolha do/a profissional, certificando-se de que se trata de alguém que toma todos os cuidados de higiene necessários, afinal, o contato com agulhas infectadas pode causar hepatite C.[2]

Tempo de cicatrização do piercing microdermal no rostp

Fez um microdermal no colo e não faz ideia do tempo médio de cicatrização de um piercing? Veja abaixo uma lista com o tempo estipulado de cicatrização esperado para cada região do corpo de acordo com a Anvisa[2]:

  • Lábio: 6 a 8 semanas;
  • Língua: 6 a 8 semanas;
  • Sobrancelha: 2 a 3 meses;
  • Orelha e nariz: 3 meses a 1 ano;
  • Umbigo: 6 meses a 1 ano;
  • Mamilo: 4 meses a 1 ano.

É válido dizer que, como comprovado por estudo da Revista Paraense de Medicina, os alimentos ditos remosos, ou seja, aqueles hipercalóricos e com grande quantidade de gordura saturada, são desfavoráveis para a cicatrização[3], ou seja, é necessário manter uma boa alimentação para que seu piercing consiga cicatrizar no tempo esperado. Uma boa e rápida cicatrização também significa um menor tempo do corpo exposto a bactérias, o que diminui o risco de infecções.

Importante: se você está com receio de fazer o piercing pois está se perguntando como fica o microdermal no rosto depois que tira, saiba que sua pele irá também cicatrizar após a remoção do piercing e a marca irá desaparecer com o tempo.

Se pretende ler mais artigos parecidos a Como cuidar de um piercing microdermal, recomendamos que entre na nossa categoria de Beleza e Cuidados Pessoais.

Referências
  1. GRAVINA, P. A. Biomimetização de diferentes superfícies de titânio com fibronectina. 2010. Dissertação (Mestrado em Ciências dos Materiais) - Instituto Militar de Engenharia, Rio de Janeiro, 2010. Disponível em: http://www.ime.eb.mil.br/arquivos/teses/se4/cm/Patricia_Abdo_Gravina.pdf. Acesso em: 26 mar de março de 2021.
  2. CUIDADOS ao tatuar o corpo. Jornal do Senado, Brasília, DF, 11 out. 2009. Disponível em: https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/174085/091005_279.pdf?sequence=5&isAllowed=y. Acesso em 26 de março de 2021.
  3. MUSSY, J. H. A.; CORRÊA, A. C. de S.; YOKOYAMA, L. T.; SILVEIRA, E. L.; KIETZER, K.; S.; DOMINGUES, R. J. de S. Cicatrização de ferimentos incisionais em ratos submetidos a alimentação com carne suína. Revista Paraense de Medicina, Belém, v. 28, n. 3, 2014. Disponível em: http://files.bvs.br/upload/S/0101-5907/2014/v28n3/a4510.pdf. Acesso em 26 de março de 2021.

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Ana Marcela
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